A advocacia não é profissão de covardes
- Phillipe Marques

- 11 de ago.
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Hoje, no Dia do Advogado, ainda na condição de bacharel em Direito e caminhando para exercer a advocacia, uma frase de Heráclito Fontoura Sobral Pinto ganha, para mim, um significado ainda maior:
“A advocacia não é profissão de covardes.”
Mais do que uma frase marcante da história da advocacia brasileira, ela representa uma responsabilidade. Defender o Direito exige coragem para enfrentar interesses, questionar injustiças, resistir a pressões e, sobretudo, permanecer ao lado daquilo que é correto, mesmo quando esse caminho não é o mais fácil.
E talvez essa frase nunca tenha encontrado um contexto tão atual.
Vivemos em uma sociedade na qual muitas pessoas ainda não conhecem os próprios direitos. O acesso à informação jurídica nem sempre é simples, o acesso à Justiça ainda encontra obstáculos e, para muitos brasileiros, conseguir orientação e representação jurídica continua sendo um desafio.
Mesmo com a atuação fundamental da Defensoria Pública, existe uma demanda enorme por profissionais capazes de traduzir o Direito, orientar, defender e garantir que a lei não permaneça apenas escrita nos códigos.
É nesse cenário que compreendo a importância da advocacia.
Ser advogado não significa apenas conhecer leis, peticionar ou atuar em um processo.
Significa assumir a responsabilidade de defender pessoas, direitos e garantias.
Significa compreender que, por trás de cada processo, existe uma história, uma expectativa, um conflito e, muitas vezes, alguém que precisa de uma voz.
A Constituição Federal, os códigos e toda a legislação brasileira nos oferecem instrumentos para essa defesa. Mas nenhuma norma produz seus efeitos sozinha.
É preciso que existam profissionais dispostos a conhecê-la, interpretá-la e, quando necessário, lutar para que seja efetivamente respeitada.
É por isso que, neste Dia do Advogado, mesmo ainda como bacharel e futuro advogado, reafirmo uma convicção que pretendo levar comigo para a profissão.
Não podemos nos acovardar diante da injustiça.
A advocacia exige conhecimento, ética, responsabilidade e, acima de tudo, coragem.
Coragem para defender direitos.
Coragem para enfrentar injustiças.
Coragem para questionar.
Coragem para permanecer firme quando seria mais conveniente silenciar.
Porque, no fim, a advocacia não é profissão de covardes.
E espero estar preparado para honrar essa responsabilidade quando chegar o momento de vestir, oficialmente, a profissão que escolhi.


